A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação na Barra da Tijuca nesta quinta-feira e cumpriu mandados de busca e apreensão ligados a um empresário. Ele é investigado por vender um relógio suíço da marca Patek Philippe falso por R$ 200 mil, segundo o delegado Ângelo Lages.
A perícia técnica, solicitada pela vítima, constatou que a caixa do relógio, feito em ouro branco, era autêntica, mas o maquinário era falso. O laudo indicou que a engrenagem era de origem chinesa, o que desvaloriza a peça. O empresário foi procurado e aceitou a devolução do relógio, mas não efetuou o reembolso, alegando à vítima que havia alienado a joia.
O delegado Lages informou que o investigado possui histórico criminal na Polícia Civil fluminense desde 2004. Entre os crimes imputados, estão furto, estelionato, receptação e apropriação indébita. Ele já foi preso duas vezes, em 2004 e em 2015.
A investigação também apontou que o empresário foi indiciado anteriormente por receptação de produtos de luxo furtados na Barra da Tijuca, utilizando a mesma loja para a venda do relógio falsificado. O valor de mercado de relógios Patek Philippe pode ultrapassar R$ 50 milhões em leilões de edições limitadas.

