Empresários brasileiros acompanham audiência pública nos Estados Unidos sobre tarifas impostas a produtos nacionais. A preocupação do setor produtivo reside no risco de o debate ganhar tom político com a presença de representantes políticos, o que pode comprometer negociações comerciais.
Representantes do setor produtivo avaliam que a participação de um senador e de Paulo Figueiredo na audiência, promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), pode elevar a tensão. A expectativa é que um dos políticos defenda a retirada das medidas, mas o receio foca no formato do encontro.
O principal ponto de preocupação é a possibilidade de questionamentos diretos dos representantes do governo norte-americano aos inscritos após suas exposições. Sem indicação prévia sobre os questionamentos, o setor produtivo vê risco de o debate se afastar dos aspectos comerciais e econômicos. Interlocutores admitem que o ano eleitoral no Brasil torna as negociações mais sensíveis.
Os empresários buscam reforçar argumentos econômicos, defendendo que as tarifas podem elevar custos e pressionar a inflação nos EUA. Além disso, o setor privado atua nos bastidores para ampliar a cooperação bilateral em áreas como etanol e minerais críticos. A decisão final sobre a adoção das tarifas cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pois a audiência do USTR possui caráter consultivo.

