Empresas de dados financeiros, como FactSet e Moody’s, enfrentam novas questões sobre o impacto dos custos de tokens de inteligência artificial em seus produtos. A preocupação surge após o anúncio de ferramentas de IA no setor, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade dos modelos de receita tradicionais.
Inicialmente, empresas como FactSet, Moody’s, S&P Global e LSEG tranquilizaram investidores de que não seriam substituídas por ferramentas de IA. Essas companhias, que geram receita com dados de mercado e análises de risco, argumentaram que o aumento do uso de IA não prejudica o valor de seus dados, pois agentes de IA consomem mais informações que analistas humanos.
Contudo, o foco mudou para o custo crescente da IA. O CFO da FactSet, Joshua Warren, declarou que os tokens de IA não eram um item orçamentário previsto em 2025, mas os custos já aparecem no gasto interno da empresa. A FactSet afirma que os produtos de IA geram crescimento, mas clientes pedem flexibilidade de preços devido à incerteza de seu próprio consumo.
Moody’s abordou a questão dos custos de forma diferente. Em uma reunião com analistas, um executivo da Moody’s disse que os clientes arcam com os custos de tokens ao usar os dados em ferramentas externas, como Claude Enterprise e ChatGPT. A empresa também incorpora custos de tokens em contratos quando utiliza suas próprias ferramentas de IA.

