Empresas de todo o mundo devem decidir se adotam modelos de inteligência artificial desenvolvidos nos Estados Unidos ou na China, afirmou o historiador Niall Ferguson nesta quinta-feira (23). A declaração foi feita durante o painel “Perspectivas Econômicas dos EUA e Globais: Desafios de curto prazo e tendências de longo prazo”, realizado em São Paulo.
Ferguson, professor de história em Harvard, disse que toda empresa no Brasil terá que definir como usar a inteligência artificial em seus negócios e qual caminho seguir: o norte-americano ou o chinês. Ele explicou que a competição entre as duas superpotências é intensa, dependendo do que os EUA fizerem para regular e promover a IA, e do que os chineses fizerem para difundir seus modelos, que são mais baratos e de código aberto.
O especialista também abordou a soberania digital, afirmando que ela depende do controle sobre a infraestrutura tecnológica. Segundo ele, na ausência de provedores próprios de computação em nuvem, fabricantes de semicondutores e modelos de IA, os dados de um país acabam sendo entregues às grandes corporações dos Estados Unidos ou da China.
O evento, Expert XP 2026, reúne líderes empresariais e autoridades para debater os rumos da economia. Entre os nomes internacionais presentes estavam Janet Yellen e Mike Pompeo, além do historiador britânico.

