Empresas de navegação estão evitando o trânsito pelo Estreito de Ormuz, mesmo sob escolta militar dos Estados Unidos, após uma onda de ataques iranianos a embarcações. Sete fontes do setor de segurança marítima indicaram que a preocupação com a segurança levou à recusa das travessias, forçando a busca por rotas alternativas no Golfo Pérsico.
Desde o início dos conflitos com o Irã, em 28 de fevereiro, as forças iranianas minaram a área, obrigando as embarcações a utilizar rotas improvisadas próximas à costa iraniana ou à costa de Omã. Em junho, os EUA auxiliaram a passagem de navios em uma operação que visava manter o fluxo de exportações de energia do Golfo, utilizando drones e helicópteros para guiar petroleiros.
No entanto, o transporte marítimo avalia a rota pelo lado de Omã como perigosa após os ataques. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade por ataques a dois superpetroleiros dos Emirados Árabes Unidos. Dados da agência de navegação da ONU mostram que cerca de 5 navios foram atacados desde 7 de julho em águas de Omã.
Um analista da Verisk Maplecroft comentou que a capacidade contínua do Irã de atacar navios na rota de Omã indica que a solução proposta pelo governo norte-americano para manter o movimento dos navios provavelmente não funcionará. Por outro lado, a porta-voz da Casa Branca afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto, declarando que os EUA respondem com firmeza aos atos de terrorismo internacional.

