Entidades empresariais do Brasil e dos Estados Unidos solicitaram aos governos dos dois países a criação de um acordo de curto prazo. O pedido visa evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, antes da conclusão da investigação comercial dos EUA sob a Seção 301, que pode resultar em um tarifaço de 25%.
A Amcham Brasil, a CNI e a U.S. Chamber of Commerce enviaram carta aos governos dos países. O objetivo é preservar a competitividade e evitar prejuízos a empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros e americanos. A proposta de negociação em duas etapas foca, inicialmente, em temas urgentes.
Entre as prioridades imediatas sugeridas estão a ampliação do acesso a mercados para produtos de segurança energética, data centers e inteligência artificial. As entidades também defendem maior cooperação regulatória em setores como automóveis e equipamentos médicos, além de parceria em minerais críticos. A carta defende, ainda, a prorrogação da moratória da OMC.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, declarou que é essencial um esforço concentrado dos governos para viabilizar um acordo. No entanto, o cenário é de pessimismo, pois o setor privado espera a aplicação das tarifas. Além disso, outra investigação do USTR, sobre trabalho forçado, deve ser definida em 24 de julho e prevê tarifa de 12,5%.

