A realização de sondagens em pontes e viadutos de Goiânia, quase um ano após ordem judicial, mostra que a engenharia é vista como custo adiável, quando deveria ser proteção da vida e do patrimônio público.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás (SENGE-GO), Gerson Tertuliano, afirmou que a manutenção de estruturas públicas não termina na inauguração. Pontes, viadutos e redes sofrem desgaste por uso, chuvas e corrosão, exigindo inspeção contínua.
Um levantamento do CREA-GO, em Goiânia, avaliou 66 pontes e viadutos e identificou 226 anomalias. Segundo o SENGE-GO, a lógica de inspeção segue normas como a DNIT 010/2024 e a ABNT NBR 9452, focando no custo do ciclo de vida da infraestrutura.
O Banco Mundial indica que adiar a manutenção rodoviária por cinco anos pode elevar os gastos em até 18 vezes o custo de uma intervenção preventiva. O custo da omissão também inclui desvios e prejuízos ao transporte, demonstrando que prevenir custa menos do que reconstruir.


