Um acordo de divórcio mal estruturado pode causar sérios prejuízos financeiros a indivíduos em idade de aposentadoria. Um caso analisado por especialistas mostrou como a divisão de bens entre patrimônio imobiliário e poupança de aposentadoria pode comprometer o futuro financeiro de um trabalhador.
A situação envolveu um funcionário público que, após finalizar o divórcio, receberia cerca de US$ 60.000 em patrimônio da casa conjugal. Contudo, sua ex-esposa obteve metade de sua conta de aposentadoria CalPERS, avaliada em US$ 87.000. Além disso, o indivíduo possuía cerca de US$ 50.000 em dívidas totais, incluindo um financiamento de veículo.
Especialistas apontaram que a divisão de contas de aposentadoria exige um Ordem de Relações Domésticas Qualificada (QDRO). Embora essa transferência evite a penalidade padrão de retirada antecipada de 10%, o cônjuge recebedor obtém valores isentos de impostos que foram construídos ao longo de anos. O patrimônio imobiliário, por outro lado, já é tributado e geralmente é mais fácil de dividir sem consequências de longo prazo.
A análise de dados de instituições financeiras indica que o saldo médio de 401(k) para participantes de 45 a 49 anos era de US$ 152.100, elevando para US$ 199.900 para os de 50 a 54 anos. A divisão de um saldo de aposentadoria de US$ 87.000 pela metade coloca o indivíduo muito abaixo desses parâmetros, com menos anos de trabalho para recuperar o atraso.
A recomendação focou na quitação de dívidas de alto custo. Com o custo médio do APR de cartão de crédito nos EUA em 20,94% em maio de 2026, o conselho foi liquidar o financiamento do veículo antes de retomar contribuições para a aposentadoria, priorizando a eliminação da dívida mais cara.

