A escalada da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, expõe o fracasso do acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar o conflito. Ataques aumentaram contra o Irã, visando infraestruturas civis, enquanto o Irã intensifica ofensivas em países do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait.
A intensificação dos ataques contra o Irã atingiu infraestruturas civis, incluindo pontes, hospital, usinas de dessalinização e de produção de combustíveis, além de um canteiro de obras de usina nuclear. Em resposta, o Irã direcionou ataques a bases militares dos EUA em países do Golfo e a infraestruturas civis nessas nações.
O major-general português Agostinho Costa afirmou que o memorando de entendimento entre EUA e Irã foi uma “mentira” ou “manobra diversionista” de Washington, motivada pela baixa nas reservas estratégicas de petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O especialista completou que o que está em jogo é a hegemonia norte-americana na região.
Ali Ramos, cientista político, explicou que a Jordânia se tornou um importante centro logístico para a Força Aérea americana devido às fragilidades das bases no Golfo. Ele destacou que os EUA não atingiram objetivos como o fim do programa nuclear iraniano, levando a uma estratégia de guerra de terra arrasada, que afetou dez mil pessoas no Irã.

