O escândalo do Banco Master impacta as eleições de outubro, forçando a Bancada do Master a reajustar candidaturas. Ex-governadores do Rio e do Distrito Federal desistiram de concorrer ao Senado após o desgaste gerado pelas investigações.
A crise envolvendo o Banco Master afetou figuras políticas de destaque. O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, desistiu de concorrer ao Senado em maio, alegando necessidade de focar na defesa, após ser alvo da Polícia Federal por aportes no Rioprevidência. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também se afastou da disputa, sofrendo desgaste pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro viu suas intenções de voto caírem de 42% para 37% no segundo turno, após a divulgação de áudio em que ele solicitava dinheiro a Daniel Vorcaro. Pesquisas indicam que 67% dos eleitores consideram o escândalo ao definir seu voto. Cientistas políticos apontam que o caso atinge os Três Poderes, mas seu peso ainda não se equipara ao da Lava Jato em 2018.
Outros políticos também enfrentam o escândalo. Ciro Nogueira, senador no Piauí, foi acusado pela Polícia Federal de receber propina de Vorcaro. Na Bahia, o senador Jaques Wagner recorreu a Lula para manter sua pré-campanha após ser alvo de operação da Polícia Federal e acusado de receber propina do Master.

