A escolha do vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades de aliança com os partidos do Centrão em 2026. O cenário se assemelha ao de 2018, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou um companheiro de chapa de última hora, após descartar nomes iniciais.
Em 2018, o ex-presidente chegou à convenção nacional do PSL sem o vice definido e anunciou o general Hamilton Mourão, após considerar a advogada Janaina Paschoal. Naquela época, Paschoal defendeu a pluralidade de opiniões, alertando contra o risco de formar “um PT ao contrário”. O comentário desagradou aliados, que articularam a indicação de outros nomes.
Quatro anos depois, em 2022, a estratégia mudou, e Bolsonaro optou por anunciar antecipadamente o general Walter Braga Netto. O quadro atual contrasta com a situação de 2022, pois o União Brasil tende a declarar neutralidade na disputa nacional. No Rio de Janeiro, há tendência de recuo de aliança entre o União Progressista e o PL.
Membros da federação afirmam que o distanciamento político se deu após a proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, envolvido em escândalo financeiro. O presidente do PP, Ciro Nogueira, que foi alvo de investigação da Polícia Federal sobre o caso, queixou-se a aliados da forma como Flávio tratou o episódio.

