A escrita cursiva, que está sendo reintroduzida em algumas regiões da América do Norte, enfrenta argumentos comuns sobre sua superioridade. Contudo, estudos científicos e o direito indicam que a cursiva não é inerentemente mais rápida, não oferece benefícios cognitivos exclusivos ou é obrigatória para assinaturas.
A ideia de que a cursiva é mais rápida que a letra de forma não é sustentada por pesquisas científicas. Um estudo de 1998, realizado por pesquisadores da Universidade de Maryland e da Universidade de Washington, não identificou diferença de velocidade entre alunos que escreviam em cursiva e em letra de forma. Um experimento natural, comparando escolas na França e no Quebec, mostrou que crianças do Quebec escreviam mais rápido, mas com menor legibilidade, e que a cursiva era mais lenta que a letra de forma.
Quanto aos benefícios educacionais, a revisão de literatura feita por pesquisadores da Universidade de Toronto concluiu que não havia evidências de vantagens para a escrita cursiva em comparação com a letra de forma. Os pesquisadores afirmaram: “Nossa revisão da literatura não encontrou evidências de vantagens para a escrita cursiva”. Eles concluíram que é improvável que a cursiva ofereça mais benefícios cognitivos que a letra de forma, ou vice-versa.
Um mito comum é a obrigatoriedade da cursiva em assinaturas. No entanto, o Código Comercial Uniforme dos EUA define assinatura como “uma palavra, marca ou símbolo executado ou adotado por uma pessoa com intenção presente de autenticar um escrito”. Isso significa que assinaturas em letra de forma são legalmente válidas em praticamente todos os lugares.

