Um escritor judeu foi despejado de seu apartamento no Upper East Side, em Nova York, após acumular dez mil exemplares de livros em um espaço de 55 metros quadrados. A administração do edifício alegou que o acúmulo representava risco de incêndio e desordem, forçando o morador a deixar o imóvel.
O morador, que trabalha como tradutor freelance e fundou a revista literária Notarikon Review, utilizava o apartamento como centro de seu conhecimento. Ele afirmou que a leitura é parte de sua cultura e que sua biblioteca é seu “manual de vida”. A situação gerou disputa jurídica com a administração do prédio.
O estudante, que cresceu em um enclave hassídico no Brooklyn, ingressou na Universidade de Columbia e teve contato com a literatura em Paris. Ele declarou que a cidade de hoje apresenta um aspecto “hostil à vida intelectual e à excentricidade que pode gerá-la”.
Após meses de disputa, o morador aceitou deixar o imóvel. O apartamento pertence à Hakim Organization, empresa do magnata imobiliário Kamran Hakim. A empresa e a administradora do prédio não responderam a pedidos de entrevista.

