A recuperação plena das praias da Ilha do Governador depende da ampliação da coleta e do tratamento de esgoto que ainda é despejado na Baía de Guanabara, segundo o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental do Rio de Janeiro (ABES-RJ). A conclusão da infraestrutura de saneamento é vista como essencial para resolver os problemas ambientais da região.
O presidente da ABES-RJ afirmou que a recuperação das praias teve início com investimentos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, realizado pela CEDAE com a modernização da Estação de Tratamento de Esgotos local. Contudo, ele explicou que ainda é necessário completar a coleta e o tratamento do esgoto despejado na Baía de Guanabara.
O especialista também detalhou que a recuperação de outras áreas, como a Baía de Sepetiba e a Lagoa de Jacarepaguá, exige ações integradas. Para Sepetiba, é preciso um programa que enfrente o despejo industrial, a dragagem para conter o assoreamento e o saneamento básico. Na Lagoa de Jacarepaguá, os desafios incluem baixa circulação hídrica e ocupação irregular, que estimulam a proliferação de gigogas.
Renato Espírito Santo comentou que a prioridade dada às praias da Zona Sul se deve ao forte interesse turístico e econômico da área. Além disso, os órgãos de licenciamento ambiental exigem estudos complexos, o que posterga as soluções necessárias para os problemas ambientais da região.

