A Espanha participa de uma final de Copa com uma equipe que preserva elementos da seleção de 2010, mas adota novas estratégias de ataque. A seleção atual busca o título, utilizando mais velocidade pelas laterais, enquanto a geração anterior focava no controle central da bola.
A equipe campeã na África do Sul era estruturada em torno de um meio-campo que controlava os espaços, com jogadores como Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta. Naquele torneio, a seleção marcou oito gols e venceu os quatro jogos do mata-mata por 1 a 0.
A seleção de 2026 também prioriza a posse de bola, mas não depende apenas de sequências longas no centro. Jogadores como Lamine Yamal e Nico Williams oferecem aceleração e drible pelas alas, enquanto Dani Olmo, Pedri, Fabián Ruiz e Mikel Merino alternam funções e atacam a área.
A composição das equipes também difere. A seleção de 2010 reunia o núcleo do Barcelona de Pep Guardiola e nomes do Real Madrid. A atual chegou ao Mundial com oito jogadores do Barcelona e nenhum do Real, com contribuições de clubes da Espanha, Inglaterra, França e Alemanha.
Os atletas da geração de 2010 seguiram carreiras diversas; Xabi Alonso, Cesc Fàbregas e Fernando Torres tornaram-se treinadores, e Xavi atuou em bancos de clubes. A nova geração pode confirmar se o título de 2010 foi uma exceção na história do país.

