Um investidor de IA, Gavin Baker, defendeu que o mercado de infraestrutura de inteligência artificial tem um ‘mega caso de alta’. Segundo Baker, se as cargas de inferência migrarem para modelos de código aberto, as margens financeiras sairão de laboratórios de ponta e serão redistribuídas para fornecedores de infraestrutura, como NVIDIA, Broadcom e Micron.
Baker argumentou que a mudança reflete uma inversão de fluxo de caixa entre fabricantes de chips e as grandes empresas de nuvem que financiam o setor. De acordo com um resumo do Bank of America, NVIDIA, Micron Technology, Broadcom e Applied Materials devem gerar um fluxo de caixa livre combinado de US$ 430 bilhões nos próximos doze meses. Em contraste, as empresas de nuvem, como Amazon, Alphabet, Meta Platforms, Microsoft e Oracle, têm um fluxo de caixa livre projetado em queda, devido ao investimento em capital de IA.
As grandes empresas de nuvem planejam investir um total de US$ 1,8 trilhão em capital de IA entre 2026 e 2027. A tendência é que o crescimento do setor de chips e equipamentos de rede expanda o fluxo de caixa dessas empresas, enquanto as provedoras de serviços de nuvem o comprimem. Dados recentes mostram o crescimento acelerado: Micron Technology, por exemplo, registrou receita de US$ 41,46 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 345,7% em relação ao ano anterior.
A tese de Baker depende da concretização do retorno sobre o investimento (ROI) das empresas de nuvem. Se a economia de tokens colapsar antes que os retornos apareçam, os clientes que investem bilhões em chips podem reduzir seus gastos. No entanto, a tendência aponta para que mais dólares cheguem às empresas que constroem as fábricas, à medida que modelos abertos ganham espaço.

