Um especialista questiona o uso da coerção como instrumento de política externa pelos Estados Unidos, após o anúncio de novas tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi criticada por um professor de Relações Internacionais, que avalia a postura do governo americano.
A avaliação se refere a um post do secretário de Estado americano, que acusou o governo brasileiro de não negociar de boa-fé após a imposição das tarifas. Segundo o especialista, a ação “escancara a hipocrisia da medida e os objetivos políticos do tarifaço”.
Carlos Frederico de Souza Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), fez a análise após retornar de Berlim, na Alemanha. Lá, ele participou da apresentação da terceira edição do relatório Potências Médias Emergentes.
O relatório foi elaborado com base em entrevistas com especialistas em política externa do Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul.

