Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel, assinaram uma declaração pedindo que governos e líderes de tecnologia criem políticas urgentes para lidar com o impacto da inteligência artificial (IA). O documento alerta que a IA pode gerar uma transformação econômica maior que a Revolução Industrial, mas em um prazo muito mais curto.
A iniciativa, que conta com pesquisadores de organizações como OpenAI, Anthropic e Google DeepMind, aponta a urgência da mudança. Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia, disse que, enquanto o vapor e a eletricidade deram décadas para adaptação social, a IA pode oferecer apenas alguns anos. Korinek organizou a iniciativa junto a economistas como Erik Brynjolfsson e Ajay Agrawal.
Os signatários defendem que não se pode improvisar estratégias institucionais no meio da transformação. A declaração solicita pesquisas mais detalhadas sobre os efeitos econômicos da IA e o início da elaboração de estruturas que assegurem o benefício social da tecnologia. O documento também menciona o risco de perda de empregos em grande escala.
A preocupação cresce com a velocidade do avanço da inteligência artificial generativa, que já afeta setores como educação e jornalismo. Os economistas alertam que a falta de preparo pode ampliar desigualdades e gerar instabilidade social, diferentemente de revoluções tecnológicas anteriores.

