Especialistas debatem a necessidade de rever a eleição indireta do presidente da República Tcheca, afirmando que a dificuldade em definir a posição do chefe de Estado é uma tradição do país. O politólogo Josef Mlejnek e Valeš criticam o modelo atual, defendendo um retorno à eleição indireta.
Josef Mlejnek declarou que a dificuldade em definir a posição do presidente é uma tradição checoslovaca, citando que historicamente o país não conseguiu resolver a questão. Mlejnek explicou que o primeiro projeto de constituição previa um presidente como uma figura puramente representativa, mas Masaryk se opôs a essa visão. Ele acrescentou que um sistema presidencialista exigiria a eliminação do cargo de primeiro-ministro.
Valeš reforçou a crítica ao sistema atual, afirmando que a eleição direta do presidente é um infortúnio para a República Tcheca. Ele apontou os períodos de Miloš Zeman e Petr Pavel como exemplos de caminhos não bem-sucedidos. Segundo Valeš, o presidente deve ser um representante formal do Estado, que deve seguir disciplinadamente a governança, como o rei britânico.
O debate sobre o papel do presidente ocorre em um momento de tensão política, envolvendo o presidente e o primeiro-ministro sobre a participação em cúpulas internacionais. A situação permanece tensa, apesar de um processo judicial ter permitido a viagem do presidente à Turquia.

