A pressão dos vestibulares e do Enem afeta estudantes desde os anos finais do fundamental, gerando ansiedade e sensação de insuficiência. Especialistas apontam que o peso das expectativas exige organização e autocuidado para evitar que o estresse se torne incontrolável.
A expectativa relacionada aos exames de acesso ao ensino superior se inicia na transição dos anos finais do fundamental para o ensino médio, momento em que o calendário e as estruturas de aula mudam. A professora Rafaela Lemos, coordenadora de orientação educacional do Colégio Poliedro, explicou que o desenho do ensino médio já incorpora a proposta dos vestibulares.
A psicóloga Mônica Gobbita, da PUC-Campinas, comenta que o vestibular funciona como um rito de passagem social, podendo catalisar crises ao forçar o rompimento com a vida de dependência dos pais. Ela afirma que a pressão se intensifica com a necessidade de escolher uma profissão aos 17 anos.
Sinais de que o limite de estudo foi ultrapassado incluem queda no rendimento, isolamento familiar e insônia. Para aliviar essa carga, as especialistas recomendam dividir o conteúdo em metas menores e alcançáveis. Além disso, práticas como alimentação adequada, lazer e mindfulness são consideradas essenciais.
Gobbita conclui que é preciso “desinflar” a ideia de uma decisão perfeita, pois nenhuma escolha de vida é totalmente segura. A rede de apoio e o descanso devem ser vistos como parte estratégica da preparação, e não como perda de tempo.

