A Polícia Federal investiga um esquema ligado a Daniel Vorcaro, que os agentes descrevem como uma “máfia fantasiada de banco”. A operação apura ações coordenadas em redes sociais visando comprometer a credibilidade do Banco Central e a intimidação de jornalistas.
A 10ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, apura indícios de ações coordenadas em redes sociais. Os investigadores também investigam a possível atuação de um grupo focado na intimidação de jornalistas e no monitoramento de pessoas ligadas a autoridades, além da obtenção indevida de informações sigilosas.
A análise do material apreendido indica que o esquema funcionava com alto grau de profissionalização, apresentando estrutura organizada, funções definidas e lógica operacional semelhante à de uma corporação. O grupo de Vorcaro, por exemplo, oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores para postagens contra o Banco Central.
A proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro foi rejeitada duas vezes. Segundo a avaliação de investigadores, as informações não acrescentavam elementos relevantes ao que já havia sido descoberto, pois o empresário não assumia responsabilidade pelos fatos investigados.

