As empresas estatais brasileiras registraram um déficit primário de R$ 7,4 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o Banco Central. No acumulado de doze meses até maio, o rombo atingiu R$ 9,7 bilhões. O setor público consolidado, por sua vez, acumulou um déficit primário de R$ 149 bilhões no mesmo período.
O cenário de desequilíbrio se consolidou no primeiro trimestre de 2026. Nesse período, as estatais federais apresentaram um déficit de R$ 4,4 bilhões, valor que representa alta de 151,2% comparado ao primeiro trimestre de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 1,8 bilhão. As estatais estaduais também seguiram a tendência, fechando o trimestre com saldo negativo de R$ 1,5 bilhão.
Apesar de um superávit pontual de R$ 0,3 bilhão em maio, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões no mês. O custo de juros nominais impactou o balanço, somando R$ 1,11 trilhão no acumulado de doze meses, o que elevou a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) para 67,9% do PIB em maio.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos criticou a metodologia do Banco Central para medir a saúde financeira das empresas. A equipe técnica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os dados não detalham números contábeis essenciais, como receitas, custos e lucro líquido.

