A estatal federal PortosRio destinou R$ 3,3 milhões a 305 bolsistas ligados a grupos políticos por meio de um convênio de R$ 35 milhões firmado com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O acordo, realizado sem licitação, beneficiou indivíduos como ex-servidores e parentes de políticos.
O levantamento, baseado em folha de pagamentos sigilosa da primeira parcela do convênio, mostrou que mais da metade dos 544 bolsistas que receberam recursos entre janeiro e março deste ano possuíam ligação com a classe política. O acordo prevê a execução de estudos científicos, projetos técnicos e ações de capacitação.
A auditoria interna da PortosRio apontou que faltaram estudos que justificassem a escolha do convênio em detrimento de consultorias privadas, classificando o uso de recursos próprios da empresa como “queima de caixa”. A estatal afirmou que o convênio foi firmado com a UFRJ, e não com contratos individuais com os bolsistas.
O Palácio do Planalto negou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha concedido influência política a um ex-prefeito de Belford Roxo sobre a empresa. A UFRJ informou que parte dos bolsistas foi selecionada pela universidade e outra parte indicada pela estatal para cursos de extensão.


