A Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo) em Goiás enfrenta um desafio na manutenção dos estoques de sangue, com o tipo O negativo em nível crítico. O sangue, considerado doador universal, é essencial para salvar vidas em situações de urgência, mas sua baixa frequência na população dificulta a reposição.
Apesar da captação de 5,2 mil bolsas de sangue mensalmente, a Rede Hemo não consegue equilibrar a oferta e a demanda de todos os grupos sanguíneos. Segundo a diretora técnica da Rede Hemo, Ana Paula Parente, o descompasso ocorre porque o O negativo é estratégico para a rede de saúde. Este tipo sanguíneo pode ser transfundido em pacientes de qualquer tipo em emergências, sendo a primeira escolha em casos de acidentes graves e hemorragias.
A dificuldade de reposição se deve ao fato de que apenas cerca de 7% da população possui sangue O negativo. Contudo, a necessidade desse tipo permanece constante, visto que ele é utilizado em momentos críticos. A Rede Hemo atende 223 unidades de saúde em Goiás e também presta apoio a outras regiões do país, como Roraima, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, conforme relatou Ana Paula Parente.
Ana Paula Parente afirmou que o maior desafio é a conscientização da população, pois o sangue não possui substituto. A doação continua sendo a única forma de garantir o atendimento aos pacientes e manter os estoques necessários para a rede estadual.

