O estrategista Carlos Mayer afirmou que a escolha do vice de Daniel Vilela (MDB) deve ter como critério principal a vitória na eleição. Segundo Mayer, o nome de Zé Mário Schreiner é fundamental para garantir a segurança da chapa em todos os cenários eleitorais.
Mayer explicou que a decisão não se trata de prestígio, mas de estratégia. Ele argumentou que Zé Mário atrai votos do campo conservador e do agro, capturando eleitores que seriam de Wilder Morais (PL). Essa atração de votos reduz o teto do adversário e amplia a base de Daniel Vilela.
Os cenários de segundo turno reforçam essa lógica. Contra Marconi (PL) e Wilder, a soma de votos com a rejeição ao tucano resolve a conta. Em um confronto com Wilder, Zé Mário atua como ponte com o eleitorado conservador, apoiado pela força de mobilização de suas estruturas.
Além disso, o voto evangélico tende a apoiar Daniel Vilela. Mayer declarou que o segmento se afasta do bolsonarismo devido a escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro. Zé Mário, que foi vice-líder do Governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, também serve como contra-peso na guerra de narrativas.

