Anastasia Amoroso, estrategista-chefe de investimentos da Partners Group, projeta que o S&P 500 atinja cerca de 8.500 em 2027, com 8.200 como destino mais provável até o fim do período. A análise se baseia na remoção de riscos geopolíticos, após um novo acordo com o Irã, que tirou cenários de estagnação do modelo da gestora.
A projeção de Amoroso se tornou mais consensual após a assinatura do acordo com o Irã, que eliminou o risco geopolítico que a Partners Group modelava. Anteriormente, a equipe considerava um arrasto de 30 a 50 pontos-base no crescimento do PIB e um aumento de 50 a 100 pontos-base na inflação. Com esses cenários removidos, o foco do modelo voltou-se para o consumo, as margens corporativas e o ciclo global de gastos em capital.
O motor de crescimento é sustentado pelos lucros corporativos, que apresentaram um crescimento de 25% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, superando a expectativa de 15%. Dados macroeconômicos confirmam o cenário, com os lucros corporativos da BEA atingindo 4,4 trilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026. Além disso, o gasto em capital para inteligência artificial é projetado em 2,1 trilhões de dólares acumulados até o quarto trimestre de 2027, segundo a Vanguard.
Atingir a meta de 8.200 a 8.500 exige um crescimento de lucros superior a 20% até 2027. No entanto, a inflação ainda se mantém elevada, atingindo o percentil 90,9 da distribuição histórica. A analista aponta que a tese é defensável, mas reconhece que é um cenário otimista.

