Um estudo internacional analisou dados de mais de 214 mil idosos em 14 países, incluindo o Brasil, e concluiu que os fatores de risco para a demência variam conforme a população. A pesquisa, apresentada em Londres, reforça a necessidade de políticas públicas adaptadas à realidade nacional para reduzir os casos da doença.
Os pesquisadores, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), identificaram que fatores modificáveis como baixa escolaridade, hipertensão arterial e tabagismo são relevantes, mas sua incidência difere entre as nações. No Brasil, esses três fatores aparecem entre os mais frequentes na população idosa.
A análise avaliou 12 fatores de risco, como perda auditiva, colesterol LDL elevado, depressão e isolamento social. Os dados comparativos mostram que a baixa escolaridade atinge 76,4% dos idosos brasileiros, enquanto nos Estados Unidos o índice é de 12%. A obesidade, por exemplo, é mais comum em países de alta renda, com 44,9% da população idosa dos EUA apresentando a condição.
O levantamento detalha a prevalência no Brasil: baixa escolaridade em 76,4%, inatividade física em 52,3% e hipertensão em 49%. Os autores também explicaram que a coexistência de vários fatores, como hipertensão e tabagismo, potencializa o risco de desenvolver a demência, exigindo abordagens de prevenção específicas para cada país.

