Um estudo realizado nos Estados Unidos analisou dados de cerca de 55 mil adultos com 65 anos ou mais e concluiu que idosos em tratamento com tirzepatida podem apresentar sinais de fragilidade. Esses sinais, como desnutrição e perda muscular, elevam o risco de desfechos adversos, incluindo morte.
A pesquisa, conduzida pela empresa de análise de dados nference, observou que, entre os pacientes, houve declínio progressivo da massa muscular em 0,16% de todos os incluídos. Os registros de saúde também apontaram desnutrição em 1,6%, desidratação em 3% e perda de apetite em 4,75%. O risco de ocorrência desses problemas aumentava com a idade avançada e com a perda de peso superior a 20% do peso corporal.
O estudo indicou que o grau de risco associado a essas condições era significativamente maior em quem utilizava tirzepatida. Por exemplo, usuários do medicamento que desenvolveram desnutrição tiveram um risco cerca de 25 vezes maior de morte relacionada à condição em 18 meses, comparado a quem não desenvolveu a desnutrição. Em outros grupos, o risco de morte aumentou cerca de sete vezes para usuários de outros tratamentos para diabetes.
Os pesquisadores afirmaram que os resultados não indicam que a tirzepatida tenha causado os desfechos adversos. Eles explicaram que a fragilidade pode sinalizar deterioração de saúde devido a doença subjacente ou ingestão nutricional inadequada. Contudo, os autores alertaram para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes idosos que usam esses medicamentos.

