Um novo estudo científico sugere que as tartarugas compartilham um ancestral comum com crocodilos e aves. Pesquisadores afirmam que os répteis blindados pertencem ao grupo arcossauromorfos, e não são remanescentes de um réptil antigo, como o Eunotosaurus.
A pesquisa, conduzida por Xavier A. Jenkins e colegas do Museu Americano de História Natural, utilizou a análise de 226 espécimes antigos. Os cientistas examinaram os fósseis com tecnologia de raios X para comparar características entre tartarugas arcaicas, como a Proganochelys, e outros arcossauros.
As evidências anatômicas apontam para uma ligação mais estreita com aves e crocodilos. Observou-se que tartarugas primitivas e esses répteis possuíam o osso laterosfenoide, que conecta a lateral do cérebro ao topo do crânio, estrutura ausente no Eunotosaurus. Além disso, ambos os grupos apresentavam estribo flutuante no ouvido, permitindo audição mais complexa.
O estudo indica que as tartarugas evoluíram durante o evento de extinção Permiano-Triássico. O grupo arcossauromorfos, que inclui dinossauros, crocodilos e aves ancestrais, é o ancestral comum sugerido. Contudo, o debate científico sobre a origem das tartarugas permanece aberto, com especialistas discordando das conclusões apresentadas.

