O etanol brasileiro realizou seu primeiro teste em um navio abastecido com o biocombustível, um avanço que pode posicionar o país em um novo mercado internacional. A operação visa reduzir as emissões de poluentes no transporte marítimo global, um setor que busca alternativas renováveis.
Especialistas avaliam que, apesar de o projeto ainda ser experimental, ele abre caminho para uma mudança gradual na geração energética da navegação mundial. Analistas do setor afirmam que o avanço na demanda internacional não deve comprometer o abastecimento doméstico, que consome cerca de 20 bilhões de litros de etanol hidratado e 13 bilhões de litros de etanol anidro.
O combustível brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar, apresenta competitividade por gerar menor emissão de carbono em comparação a outras matérias-primas. O país é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. Contudo, a implementação na navegação deve ser gradual, pois a frota mundial ainda utiliza motores convencionais e os portos precisam ampliar a infraestrutura de armazenamento.
Resultados positivos já foram vistos em outras aplicações. Na Copa Truck Be8 BeVant, em 2026, o biocombustível substituiu integralmente o diesel fóssil, mantendo o desempenho dos veículos e reduzindo em cerca de 99% as emissões de gases de efeito estufa da competição.

