O fundo Roundhill Magnificent Seven ETF (MAGS) concentra exposição em sete gigantes de tecnologia americanas, como Apple e Nvidia. Desde abril de 2023, o ETF captou 3,5 bilhões de dólares e registrou retorno de 181%. Contudo, o desempenho no ano corrente mostra fragilidade, com o fundo subindo apenas cerca de 1% contra 9% do índice amplo.
O MAGS oferece uma fatia de peso aproximadamente igual das sete ações, sem foco em dividendos ou opções. Segundo o último registro da NPORT, as participações são distribuídas, com NVIDIA e Apple em cerca de 5% cada, enquanto Microsoft e Alphabet possuem cerca de 4%. O restante do balanço do fundo é composto por títulos do Tesouro, totalizando 52,7%.
Apesar do sucesso histórico, o desempenho recente indica o risco da concentração. No ano corrente, a dispersão entre as ações é acentuada: Apple avançou 20% e Alphabet 13%, enquanto Microsoft recuou 16% e Tesla caiu 18%. O peso igualitário faz com que as quedas de algumas ações arrastem o retorno geral do fundo.
Além disso, a combinação do MAGS com índices amplos como SPY gera um problema de sobreposição, pois o índice já detém participações significativas nas mesmas empresas. Analistas apontam que a concentração eleva a vulnerabilidade do portfólio a choques em poucas empresas dominantes.

