O ETF Breakwave Dry Bulk Shipping ETF (BDRY) subiu quase 50% no ano até agora, impulsionado por megatendências que mantêm os custos de frete elevados. O fundo não possui companhias de navegação, mas sim exposição a futuros de taxas de frete, o que permite ganhos em cenários de alta de custos.
O BDRY acompanha futuros de taxa de frete, e não empresas de navegação. A alta do fundo deve-se a fatores geopolíticos, como a instabilidade no Estreito de Bab-Al-Mandeb, onde militantes do Iêmen têm interrompido rotas. Embora o Mar Vermelho esteja mais calmo, as companhias de navegação continuam a contornar a África, elevando os custos de transporte.
Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz intensificou os custos. Analistas apontam que o mundo continuará a pagar por produtos, pois o transporte é crítico. O risco de escalada regional, incluindo possíveis ataques à infraestrutura de energia e portos, mantém a perspectiva de custos altos para 2026.
O fundo possui uma taxa de despesa de 3,5%. Apesar do custo, investidores consideram o BDRY uma opção para diversificar carteiras, visto que muitos fundos de tecnologia já estão concentrados em poucas ações. Contudo, o analista alerta que o fundo não é para longo prazo, pois as taxas de frete normalizarão após o fim dos conflitos.

