O Virtus Reaves Utilities ETF (UTES) cobra 0,49% de taxa de despesa para focar em produtores independentes de energia ligados à demanda por inteligência artificial e data centers. O fundo ativo, que possui um histórico de 115% de retorno em cinco anos, é comparado a alternativas passivas como XLU e VPU, que custam menos.
O UTES é um dos poucos fundos ativamente gerenciados na categoria de utilities, e sua taxa de 0,49% está no topo do que investidores pagam. Essa cobrança é superior à de fundos passivos grandes, como o Utilities Select Sector SPDR Fund (XLU) e o Vanguard Utilities ETF (VPU). A questão central é se o portfólio ativo, focado em produtores independentes de energia com forte exposição a IA, justifica o custo adicional.
O setor de utilities está em transformação, deixando de ser visto apenas como um substituto de títulos. A demanda por eletricidade de clusters de treinamento de IA e expansão de data centers forçou geradores a aumentar capacidade. O UTES aposta nesse cenário, mantendo apenas 19 posições, com as três principais representando cerca de 10% cada, apostando em preços competitivos de energia.
Em comparação, o XLU segue uma construção ponderada por capitalização de mercado, dominado por gigantes regulamentados, enquanto o Invesco S&P 500 Equal Weight Utilities ETF (RSPU) oferece uma alternativa sem concentração, mas com taxa intermediária. A escolha depende do perfil do investidor: quem busca a tese de crescimento agressiva da IA deve considerar o UTES, enquanto quem prioriza custo e estabilidade opta pelos fundos passivos.

