Dois ETFs de semicondutores, o SPDR S&P Semiconductor ETF (XSD) e o VanEck Semiconductor ETF (SMH), oferecem exposição ao setor, mas utilizam metodologias de investimento distintas. O XSD distribui o capital em cerca de quarenta empresas americanas, enquanto o SMH foca nas vinte e cinco maiores, alinhando-se às mega-corporações de inteligência artificial.
A diferença estrutural entre os fundos gera resultados variados. Nos últimos cinco anos, o SMH obteve um retorno de 375,62%, superando os 197,24% do XSD. Contudo, em 2026, o desempenho se inverteu: o XSD registrou alta de 70,75% no ano, ficando à frente dos 64,66% do SMH, após empresas menores e médias ganharem tração.
O SMH representa uma aposta concentrada nas líderes de mercado, com participações significativas em AMD (10,33%), Broadcom (9,57%), Micron (9,39%), Taiwan Semiconductor (8,75%) e NVIDIA (8,40%). Essa concentração em nomes ligados à IA e à litografia permite que o fundo capture grande parte do crescimento dessas gigantes. O XSD, por outro lado, adota uma tese de amplitude, mantendo posições próximas à paridade, o que inclui fornecedores de energia e RFID, como Marvell Technology (3,06%) e Cirrus Logic (2,98%).
A comparação mostra que, em dez anos, o SMH retornou 2.146,44%, contra 1.179,03% do XSD, evidenciando o impacto da aposta nas mega-corporações. O SMH também oferece exposição a nomes estrangeiros, como Taiwan Semiconductor e ASML, que o XSD não inclui. A decisão depende do investidor: quem acredita na liderança contínua das gigantes deve optar pelo SMH; quem busca menor risco de ações individuais e apostar na recuperação de nichos deve considerar o XSD.

