Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Irã nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, em retaliação a ataques a navios comerciais no estreito de Ormuz. As medidas visam seis empresas e oito indivíduos, incluindo facilitadores financeiros. O negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu afirmando que Teerã está pronta para uma defesa total caso o acordo seja rompido.
As sanções americanas bloqueiam imediatamente todos os ativos das entidades e pessoas listadas que estejam nos EUA ou sob controle de cidadãos norte-americanos. As restrições também proíbem transações entre os alvos e instituições americanas, podendo gerar sanções secundárias a bancos estrangeiros que continuarem a facilitar operações para a rede sancionada.
O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que os alvos incluem casas de câmbio iranianas que movimentam bilhões de dólares anualmente. Donald Trump declarou que o memorando de entendimento entre os países está “encerrado”, mas acrescentou que as conversas com Teerã seguiriam.
Em resposta, Mohammad Bagher Ghalibaf manifestou confronto, dizendo que o país está preparado para uma “defesa total” se os americanos traírem o entendimento. O negociador iraniano também declarou desconfiança na contraparte norte-americana, afirmando que “este conflito nunca terminará com a rendição do Irã”.

