Os Estados Unidos ampliaram nesta terça-feira (14) sanções contra mais de 50 indivíduos, empresas e embarcações envolvidos no comércio de petróleo do Irã. A ação visa aumentar a pressão econômica sobre Teerã após a retomada de ataques classificados pelo governo americano como desestabilizadores no Estreito de Ormuz.
O Departamento do Tesouro dos EUA informou que as novas restrições miram a rede de navegação e evasão de sanções ligada a um indivíduo apontado pelo governo americano como responsável por viabilizar exportações de petróleo iraniano por meio de um esquema global de transporte marítimo e comércio de commodities.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) afirmou que a rede se tornou uma das principais estruturas para contornar as sanções. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que “o regime iraniano sobrevive por meio da fraude, e a rede é um de seus motores mais lucrativos”.
Entre os alvos estão cidadãos iranianos fornecedores de serviços de câmbio, e indivíduos de nacionalidades russas, italianas, indianas, britânicas e dinamarqueses que administraram empresas da rede. As sanções também atingem embarcações essenciais para o envio de cargas entre o Irã e outros países, incluindo remessas destinadas aos Houthis, no Iêmen.

