O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova taxa de até 12,5% para produtos originários de 60 países, sob alegação de uso de trabalho forçado. A medida substitui tarifas de 10% e prevê isenções para 471 produtos, conforme o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
As sobretaxas possuem isenções globais e específicas por país, baseadas em acordos firmados pelo governo americano com nações estrangeiras. Países como União Europeia, Argentina e Reino Unido estão entre aqueles com isenções exclusivas, segundo o USTR. As exceções abrangem categorias como café, madeira, petróleo, gás, fertilizantes e produtos alimentícios.
Entre os itens isentos estão defensivos agrícolas, couros, produtos de madeira, equipamentos para fabricação de semicondutores e artigos de vestuário usados. Além disso, foi estabelecido um mecanismo de cotas para importação de vestuário e têxteis de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, exigindo que as empresas importem proporcionalmente insumos têxteis produzidos nos EUA.
Uma autoridade sênior da administração declarou que o presidente usará todas as ferramentas disponíveis e não permitirá que a política comercial seja afetada por decisões judiciais. A autoridade sugeriu que a imposição das tarifas relacionadas ao trabalho forçado ocorreria de qualquer maneira, sendo implementada agora para evitar transtornos às empresas americanas.

