Os Estados Unidos implementaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho. A medida, que atinge 19% das exportações do país, representa um impacto estimado entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo a Apex-Brasil e a Armcham Brasil.
A taxação, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseia-se na alegação de que o Brasil adota práticas “desleais” no comércio. Os estadunidenses listaram seis temas para a decisão, incluindo desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol e proteção da propriedade intelectual.
Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto total. Santa Catarina, em particular, enfrenta uma situação mais crítica, com 68% de suas exportações para os EUA atingidas pela nova regra, conforme dados da Apex-Brasil.
O governo brasileiro rejeitou as justificativas, afirmando que elas possuem motivação política. Em resposta, o país anunciou a retomada de linhas de crédito para os setores afetados e um plano de R$ 130 milhões para diversificar as vendas, visando a União Europeia e países da Ásia.

