A agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), aprovou o Lipfendra, um novo comprimido que reduz o colesterol LDL, conhecido como o “ruim”, em até 60% em testes clínicos. O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica MSD, é a primeira versão oral da classe de inibidores de PCSK9, que antes só possuía alternativas injetáveis e de alto custo.
O Lipfendra é indicado para adultos com hipercolesterolemia convencional ou hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HFHe), sendo tomado uma vez ao dia em conjunto com dieta e exercícios. O colesterol LDL, quando em excesso, pode se acumular nas artérias, causando aterosclerose, uma doença crônica que leva a problemas cardíacos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Atualmente, as estatinas são o principal tratamento, mas em alguns casos não atingem os níveis recomendados. Os inibidores de PCSK9 atuam bloqueando uma proteína que promove a degradação dos receptores de LDL no fígado. Até agora, essas versões eram injetáveis e custavam cerca de 600 dólares nos EUA. O Lipfendra chega com um custo de 315 dólares mensais.
Em estudos de fase três, a eficácia foi comprovada. Em um grupo de alto risco, a combinação do Lipfendra com estatinas ampliou a redução do LDL em 56% em 24 semanas. Em outro trabalho, a diminuição do colesterol “ruim” atingiu 59% em 24 semanas. Segundo a presidente dos Laboratórios de Pesquisa da MSD, o medicamento oferece aos pacientes uma “nova opção importante”.

