Os Estados Unidos assumiram o controle da administração pública, gestão de recursos naturais e finanças da Venezuela. O processo é coordenado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, após a presidente interina Delcy Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca.
O Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas de exportação de petróleo do país, que são comercializadas por empresas como Trafigura e Vitol. Esses valores são liberados gradualmente por bancos privados locais, permitindo que a equipe de Rubio dite as condições de aplicação das verbas e contenha desvios de fundos. Em contrapartida, os venezuelanos recebem proteção legal contra credores internacionais da dívida externa.
Além do monitoramento orçamentário, Rubio gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções econômicas. Nesse processo, ele prioriza a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia, em detrimento de operadoras europeias. Na esfera de segurança, a administração interina submete nomeações de alto escalão, como a do ministro da Defesa, ao aval de Washington.
O controle operacional norte-americano também se estendeu à reconstrução após dois terremotos no mês passado. Os EUA mobilizaram 900 militares e destinaram cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,3 bilhões) em assistência emergencial. Apesar do planejamento de transição democrática, a data para eleições livres permanece indefinida, segundo analistas políticos.

