O governo dos Estados Unidos impediu o retorno da líder opositora venezuelana à Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o norte do país no fim de junho. A decisão ocorreu após tentativas de viagem frustradas e divergências entre Washington e a exilada sobre sua participação em ações de assistência humanitária.
As autoridades americanas classificaram as iniciativas da líder da oposição como “grotesca”, segundo a imprensa internacional. O temor é que o retorno possa elevar as tensões no cenário político venezuelano. A principal preocupação é que a escritora buscasse associar sua imagem às operações de ajuda humanitária financiadas por Washington.
A líder opositora manifestou interesse em participar da coordenação da assistência e solicitou garantias de segurança para desembarcar. A primeira tentativa de retorno, saindo dos EUA, foi cancelada dois dias após os terremotos. Uma segunda viagem, que partia do Panamá, também foi bloqueada pelas autoridades americanas.
A líder opositora, que foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, deixou a Venezuela no ano passado com apoio dos Estados Unidos, após viver em clandestinidade devido à repressão do governo. Ela já havia se colocado como possível liderança para transição política, mas seu nome foi descartado pelo governo dos EUA.

