Os Estados Unidos completam 250 anos de independência neste sábado (4), em meio a uma profunda divisão nacional e a uma onda de calor severa que afetou cerca de 160 milhões de americanos. O presidente Donald Trump usará a data para realizar um grande comício político em Washington, alertando para um ataque à identidade do país.
Trump afirmou que a identidade americana está “sob um ataque renovado”, acusando “radicais e extremistas” domésticos de promoverem um “ressurgimento da ameaça comunista em nossa terra”. O presidente reforça essa tese nas últimas semanas, em um contexto de vitórias da ala esquerda anti-establishment do Partido Democrata nas primárias.
Durante pronunciamento no monumento nacional do Monte Rushmore, ele elogiou o excepcionalismo americano, mas manteve a mensagem de que “Você não precisa ter nascido aqui, mas precisa amar o que nós construímos”. Os apoiadores do presidente apresentaram um projeto para ter sua imagem esculpida ao lado dos líderes históricos.
As festividades dos 250 anos geram reflexão na nação. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac mostrou que 61% dos americanos acreditam que os EUA não estão vivendo de acordo com os ideais da Declaração de Independência. Enquanto alguns celebram a liberdade, outros, como um membro das tribos Shoshone-Bannock, lembram que os nativos americanos estão no território há muito mais tempo.

