O governo dos Estados Unidos concedeu o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, garantindo residência permanente no país. A medida, que também vale para sua esposa e filhos, confere ao ex-parlamentar direitos de moradia e trabalho por tempo indeterminado no território norte-americano.
Com o novo status migratório, o ex-deputado deixa de depender de vistos temporários. Entre os benefícios, estão a autorização para trabalhar em qualquer empresa sem vínculo empregatício e a possibilidade de estudar livremente nos EUA. O documento permite que a família solicite residência permanente para parentes próximos e acessar benefícios previstos para residentes.
Apesar das garantias, o green card impõe obrigações, como a manutenção do passaporte brasileiro e a declaração de renda ao fisco norte-americano. A autorização ocorreu em um momento de tensões diplomáticas e após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.
A condenação, fixada em junho, ocorreu por coação continuada em pelo menos nove ocasiões. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-parlamentar atuou nos EUA para pressionar autoridades americanas contra membros do STF. Antes da concessão do green card, ministros do STF já consideravam remota a extradição do ex-deputado, dado o apoio do governo de Donald Trump.

