O governo brasileiro aguarda a decisão dos Estados Unidos, com prazo final na quarta-feira (15), sobre a aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% em exportações brasileiras. A expectativa é que a dimensão da medida defina a resposta oficial do país à ofensiva comercial.
A proposta de tarifas foi apresentada em 1º de junho, após investigação sobre temas como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, taxas adicionais de 12,5% foram anunciadas para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a confirmação das novas tarifas como cenário provável.
Interlocutores brasileiros indicam que, caso a taxação seja confirmada, a reação imediata do governo será manifestar oficialmente “indignação” sobre a decisão da Casa Branca. O Ministério das Relações Exteriores já afirmou que a taxação não se justifica, pois “a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas”.
Enquanto isso, empresas americanas que dependem de produtos brasileiros pressionam Washington para retirar itens da lista de sobretaxas. O governo brasileiro deve analisar a lista e avaliar os próximos passos, incluindo a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado.

