Autoridades dos Estados Unidos removeram do ar quase dois mil sites que transmitiam ilegalmente jogos da Copa do Mundo de 2026. Dentre as páginas bloqueadas, 309 eram brasileiras, segundo dados da Operação Offsides, que visa proteger direitos autorais e reduzir riscos de segurança digital.
A ação, iniciada em junho, atingiu 1.970 sites em diversos países da América Latina. Além do Brasil, foram encerrados sites na Colômbia, República Dominicana, Equador, Peru e Argentina. Segundo o procurador-geral adjunto do Departamento de Justiça dos EUA, A. Tysen Duva, a operação busca proteger os direitos autorais e diminuir a exposição dos consumidores a softwares maliciosos.
O diretor executivo associado adjunto da HSI, Matthew Millhollin, explicou que o acesso a transmissões não oficiais pode expor usuários a ameaças, como roubo de informações financeiras. Nos Estados Unidos, os direitos de transmissão foram concedidos à Fox na televisão aberta e ao Peacock no streaming em inglês.
No Brasil, apesar do bloqueio de centenas de plataformas ilegais, as transmissões oficiais registraram alta audiência. A CazéTV alcançou 21,2 milhões de dispositivos conectados simultaneamente durante a partida entre Noruega e Inglaterra. A Globo e o SBT também apresentaram resultados expressivos na Grande São Paulo.

