Estados Unidos e Arábia Saudita firmaram um acordo de energia nuclear civil, permitindo que o reino enriqueça urânio e construa reatores usando tecnologia norte-americana. O pacto não exige as inspeções sem aviso prévio da Organização das Nações Unidas (ONU), diferentemente do que Washington exigiu do Irã.
O acordo, denominado Acordo 123, foi assinado pelo Secretário de Energia dos EUA e seu homólogo saudita. Ele permite ao reino reprocessar resíduos nucleares e enriquecer urânio, atividades que podem levar à obtenção de uma arma nuclear. Os Emirados Árabes Unidos renunciaram a essas atividades em um pacto similar com os EUA em 2009.
As negociações sobre o acordo nuclear civil ocorreram ao longo dos mandatos dos presidentes dos EUA. Grupos de não proliferação haviam alertado que o pacto poderia facilitar o desenvolvimento de armas nucleares pelo reino. O acordo de cerca de 30 anos para a construção de reatores AP1000 é avaliado em dezenas de bilhões de dólares e beneficiará empresas como Westinghouse e Brookfield Asset Management.
O Departamento de Energia dos EUA informou que o pacto respeita os acordos de não proliferação da Lei de Energia Atômica dos EUA. Especialistas nucleares pediram aos parlamentares que rejeitem o acordo, alegando que ele pode abrir mais portas para a proliferação nuclear no Oriente Médio.

