Os Estados Unidos e a Arábia Saudita assinaram um acordo na quarta-feira para desenvolver um programa nuclear civil no reino. A parceria, avaliada em bilhões de dólares, estabelece a base legal para cooperação de décadas e permitirá acesso a empresas americanas ao setor nuclear saudita.
O acordo, assinado pelo secretário de Energia, Chris Wright, e pelo ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, inclui um pacto bilateral sobre salvaguardas nucleares. Wright declarou que o pacto manterá “os mais altos padrões de segurança nuclear e não proliferação, ao mesmo tempo que contará com a melhor tecnologia e os melhores cientistas nucleares do mundo” nos EUA.
A cooperação exige revisão do Congresso, conforme determina a Lei de Energia Atômica. O CEO da Westinghouse, Dan Sumner, classificou o acordo como um “passo histórico”, citando que a tecnologia do reator AP1000 é fundamental para a expansão nuclear. O pacto deve fortalecer a segurança energética e ampliar oportunidades para a indústria americana.
Atualmente, a Arábia Saudita depende majoritariamente de combustíveis fósseis para sua energia doméstica. Segundo a Agência Internacional de Energia, quase 60% da eletricidade do país provém do gás natural e cerca de 40% do petróleo.

