A escalada militar entre Estados Unidos e Irã entrou em um impasse estratégico, sem que ataques americanos levassem o governo iraniano a retomar negociações. Washington enfrenta dificuldades para resolver a crise, que gera impactos econômicos além do Oriente Médio, segundo a imprensa internacional.
Os novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã não foram suficientes para reverter a situação. Uma tentativa anterior de acordo, apresentada por Donald Trump como avanço para a paz regional, fracassou após o colapso de um memorando de entendimento considerado vago. O cenário coloca Washington diante de duas alternativas principais: aumentar a participação militar, arriscando uma guerra terrestre, ou aceitar a nova realidade no Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima vital entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circula grande parte do comércio mundial de energia. A manutenção de restrições ao trânsito de navios comerciais ameaça reduzir estoques globais de petróleo, elevar preços de combustíveis e pressionar o fornecimento de gás natural liquefeito para a Europa.
No âmbito doméstico, o conflito afeta a imagem política de Donald Trump. Pesquisa divulgada por veículos de comunicação mostrou aprovação inferior a 30% para a condução do presidente em relação ao Irã e aos preços dos combustíveis. Especialistas debatem a criação de uma estrutura internacional para administrar o estreito, mas a retomada das negociações depende da mitigação dos ataques militares.

