Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor na sexta-feira (24), soma-se à tarifa de 25% aplicada desde quarta-feira (22), elevando a tributação potencial para até 37,5% em parte das importações.
A cobrança adicional foi determinada após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão concluiu que o Brasil não implementa mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em seu mercado. Segundo o USTR, o governo brasileiro falhou na aplicação de proibição efetiva desse tipo de produto.
A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla de pressão comercial dos EUA. Além do Brasil, a sobretaxa atingiu países como Argentina, China e Canadá, e a União Europeia. A investigação do USTR, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, também analisou temas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal.
O relatório do USTR afirmou que políticas públicas brasileiras favorecem o setor de pagamentos eletrônicos, colocando empresas americanas em desvantagem. Essas conclusões embasaram a tarifa de 25% anunciada em 15 de julho e que passou a valer nesta quarta-feira.

