Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre produtos de mais de sessenta economias, incluindo o Brasil, nesta quinta-feira (23). A medida, baseada em investigações da Seção 301, alega que os países falharam no combate a práticas de trabalho forçado.
O anúncio faz parte de uma série de ações comerciais do governo americano. No dia 16 de julho, os EUA já haviam imposto tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens como carne e suco de laranja. A nova taxa de 12,5% foi divulgada pelo Secretário de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A investigação da Seção 301 apurou supostas práticas desleais de comércio. No caso brasileiro, foram citadas ações como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade de acesso dos EUA ao mercado de etanol nacional. Paralelamente, no dia 20, os EUA taxaram em 50% parte dos produtos canadenses, sob argumentos semelhantes.
Além disso, o presidente Donald Trump declarou em uma publicação que o governo planeja impor tarifa de 100% sobre medicamentos genéricos importados a partir de agosto de 2028, com previsão de dobrar para 200% um ano depois, visando repatriar a produção para os EUA.

